Por SANDRA MEZZALIRA GOMES
Um crime abalou a comunidade brasileira em Munique e deixou muitas perguntas em aberto: Emerson Leandro Goes, de 16 anos (completaria 17 no dia 4 de março) foi esfaqueado por uma alemã de 27 anos na casa da mesma, no bairro chamado "Am Hart", no último primeiro de fevereiro, quinta-feira.
De acordo com a mãe do garoto, Maria Aparecida Leandro Goes, 35 anos, de Recife, os dois estariam juntos há algumas semanas. "Ele me falou que tinha uma namorada mas, se eu soubesse a idade dela, teria avisado a polícia, procurado um psicólogo. Não é normal", observou, entre lágrimas, ao conversar com a reportagem por telefone na sexta-feira de manhã, dia 9, um dia depois da missa de sétimo dia e de uma reunião com amigos para arrecadar recursos e mandar o corpo para o Brasil. "Eu não quero enterrá-lo na terra onde ele foi assassinado, ele adorava o Brasil. Esteve lá duas vezes desde que veio para cá".
Por isso a decisão de levá-lo a Recife neste fim de semana. Maria embarca sábado de manhã para o país tropical. O enterro está previsto para o domingo. "Os brasileiros aqui foram incríveis, em três dias arrecadamos o dinheiro para o translado e para a passagem. Já avisei que não preciso de mais, mas eles querem continuar porque o que arrecadarem agora será para as despesas lá e com advogados."
Segundo a mãe do adolescente, Emerson, acompanhado do amigo português/canadense Daniel, estaria na noite daquela quinta-feira com a moça, que não parava de reclamar do sumiço de sua carteira e suas chaves.
O desaparecimento dos objetos dela, percebido na volta de um posto de gasolina onde teriam ido buscar mais bebidas, seria o motivo para a mesma largar as visitas na sala e retornar da cozinha com duas facas, tentando atingir os jovens.
Emerson foi perfurado no peito com uma faca de 30 centímetros, segundo o B.O da polícia. "A história ainda está muito mal contada. O Daniel disse que o ferimento não foi grande. Só se meu filho perdeu muito sangue ou se o socorro demorou para chegar."
A gritaria causada pela briga teria alertado os vizinhos que chamaram a polícia, resultando na prisão em flagrante da mulher.
Apesar do exame de sangue da alemã indicar alto teor alcoólico, não era suficiente para que a mesma alegue que não sabia o que estava fazendo, avisa Maria Aparecida.
Na noite do crime, ela relata que trabalhou o dia todo e, quando chegou em casa e entrou na duscha, Emerson saiu. "Achei que ele ia voltar logo e fiquei ali, no sofá. Apaguei em vinte minutos, estava muito cansada. Às 04:12 acordei com a polícia batendo na minha porta, dando a notícia da morte dele".
No Boletim de Ocorrência (leia na íntegra em alemão abaixo), fala-se na presença de outro homem, cita-se o hábito do consumo de drogas e álcool. "Saiu aqui no jornal sobre este homem de 30 anos que ninguém conhece, ninguém sabe de onde ele é, e ninguém entende o que ele estava fazendo ali", defende Maria Aparecida. "Meu filho não morreu por que era um criminoso ou algo assim, ele morreu porque estava apaixonado."
O amigo, o qual teria segurado Emerson nos braços em seus últimos minutos de vida, estaria ainda muito abalado e disposto a ajudar nos depoimentos. "Ele tentou bater nela quando percebeu as facas mas ela atingiu meu filho, ele quer que justiça seja feita.", relata a brasileira.
O nome da mulher, que nasceu em Munique, estava desempregada e tem um bebê com cerca de um ano, é mantido em sigilo pelas leis alemãs (não consta no Boletim de Ocorrência da Polícia de Munique).
Para publicá-lo, seria preciso autorização dela, de acordo com a assessoria de imprensa da Polícia de Berlim.
Membros da comunidade brasileira, no entanto, conhece-na por "Suzana".
A mãe conta que Emerson mudou com nove anos para a Alemanha mas era muito ligado ao país tropical. "Trouxe-o para cá porque achava que teria uma educação e vida melhor. Não foi o que aconteceu. Jamais esperava isso, especialmente na Alemanha", relata a mãe horas antes de embarcar para Recife.
Ela descreve o garoto como um excelente filho. "Ele não tinha antecedentes criminais apesar de ter tido alguns problemas com a polícia. Era um menino maravilhoso, no dia em que morreu, me ajudou a tarde toda, passou roupa para mim, foi na escola de manhã. Os amigos dele o adoravam, na missa tava cheio de adolescente chorando, não dá para entender".
Para ela, que é separada do marido alemão, resta a filha de 10 anos, que ficará com ele, o "ex", na ausência da mãe. "Minha vida era trabalhar para meus dois filhos, eles eram a minha família. Quero justiça, vou procurar um advogado assim que voltar para a Alemanha, mostrar as nossas versões do fato e espero contar com a ajuda de todos."
Comunidade Brasileira
A comunidade brasileira se mobilizou para ajudar Maria Aparecida. Na quinta-feira, dia 8, foi feita uma reunião e missa de sétimo dia.
A cozinheira e carioca de 53 anos Sandra Servilha foi uma das que esteve presente. "Tava lotado, foi muito bonito ver a atitude do pessoal, os alemães ficaram de queixo caído com a solidariedade brasileira, o ex-marido dela quer agradecer publicamente pela força dos amigos", garante ela, que conhece "Cida" há apenas dois meses mais intimamente. "Ela costumava ir no Kalangos mas só agora que ficamos mais amigas. Engraçado que ela não parava de reclamar que o Emerson estava dando alguns problemas aqui, pensava em mandá-lo para o Brasil".
Sandra relata que Aparecida notava progresso no comportamento do filho, mas admitia problemas. "Ele estava melhorando, a mãe era super rígida, muito correta, ela lutou tanto pra trazer ele pra cá e ele deu um pouco de trabalho. Mas agora parecia que estava tudo certo".
A mulher que o matou, segundo a cozinheira, teria o atraído pela aparência física. "Não dá pra entender o que ela fazia com um garoto desta idade. Os amigos deles diziam que ela era muito bonita e acho que ele se encantou. Ela tinha de ser julgada não apenas pelo assassinato mas também por corrupção de menores".
Solidariedade continua
Sandra garante que o domingo será mais um dia de solidariedade com Maria Aparecida.
Ela alugou a cozinha do "Kalango’s Bar" e fará uma arrecadação no estabelecimento. "Tudo que for consumido, bebida, comida e as entradas recolhidas neste dia irá para a família".
Além disso, um email circulou hoje entre as comunidades brasileiras pedindo doações (a seguir).
O Kalango’s Bar fica na Occamstraße, 2, 808002, Munique. Mais informações no site http://www.kalangos.de/
O bs: O local e outras informações do enterro serão divulgados em breve.
Pedido de doações enviado por email nesta sexta-feira
„U R G E N T E
A senhora Leandro dos Santos, cidadã brasileira, solicita a todos doações para que possa trasladar o corpo de seu filho, Emerson Leandro de Goes, para sepultamento no Brasil. Leandro foi assassinado em Munique, na última sexta feira, dia 02.02.07. Completaria 17 anos no próximo dia 04 de março.
O traslado do corpo para o Brasil custa 5.000 Euros, quantia extremamente alta para a família, que agradece a todos pelas doações, em qualquer valor, para a seguinte conta:
Banco: Ligabank
Konto-Nummer: 21 44 115
BLZ: 750 903 00
Verwendungszweck: KOFIZA Emerson Brasilien
ou
aos que preferirem, é possível fazer a doação pessoalmente na próxima sexta-feira, às 19:00 horas, na Assembléia Geral da Casa do Brasil, no prédio da KHG, Leopoldstrasse 11, Munique.
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E I L I G !
Die brasilianische Staatsangehörige Maria Aparecida Leandro dos Santos bittet uns alle um eine Spende, um ihr zu ermöglichen, den Sarg ihres Sohnes, Emerson Leandro de Góes, zur Beisetzung in Brasilien zu überführen.
Leandro wurde letzten Freitag, den 02.02.2007, in München ermordet. Am kommenden 04. März wäre er l7 Jahre alt geworden.
Die Überführung nach Brasilien kostet EUR 5.000, ein extrem hoher Betrag für die Familie, die daher für jede Spende, in welcher Höhe auch immer, von Herzen dankbar ist und bittet die Spenden auf folgendes Konto einzuzahlen:
Bank: Ligabank
Konto-Nummer: 2144115
BLZ: 750 903 00
Verwendungszweck: KOFIZA Emerson Brasilien
oder
wer es vorzieht, persönlich zu spenden, kann das am kommenden Freitag, um 19.00 Uhr, in den Geschäftsräumen der Casa do Brasil, im Gebäude der KHG, Leopoldstrasse 11, München, vornehmen."
Boletim de Ocorrência registrado na polícia de Munique em 02.02.07:
„Polizei Bayern » PP München » Aktuelles » Presse » Neueste Pressemeldungen
02.02.2007, PP München
27-jährige ersticht 16-jährigen Freund
MÜNCHEN (196.). Gestern, 01.02., kam es kurz vor Mitternacht in der Wohnung einer 27-jährigen im Stadtteil Am Hart zu einem folgenschweren Streit mit Ihrem 16-jährigen Freund. Im Verlauf der Auseinandersetzung griff die Frau letztlich zu einem Messer und fügte dem Jugendlichen einen tödlichen Bruststich zu.
Ein berufs- und arbeitsloser 16-jähriger Brasilianer, der als jugendlicher Intensivtäter polizeilich hinreichend bekannt war, trieb sich gerne mit seinen Freunden, einem 20-jährigen Kanadier und einem 30-jährigen Deutschen, im Bereich eines Wohnanwesens in der Sudetendeutschen Straße in München-Am Hart herum, wobei sie meist Alkohol und Drogen konsumierten. Vor einigen Monaten machte der junge Mann Bekanntschaft mit einer 27-jährigen berufs- und arbeitslosen Sozialhilfeempfängerin, die mit ihrem einjährigen Sohn in einem der Anwesen lebt. Fortan verlagerten die jungen Männer ihre Gelage in die Wohnung der Frau, wobei sich auch eine Liebesbeziehung zwischen ihr und dem 16-Jährigen entwickelte.
Am Donnerstag, den 01.02.2007, zechten die drei Männer schon wieder in der Wohnung der Frau. Als ihnen kurz vor Mitternacht die Alkoholika ausgegangen waren, wollte die Gastgeberin Nachschub besorgen. Dabei stellte sie fest, dass ihre Geldbörse verschwunden und nicht wieder auffindbar war. Bei der Suche kam sie zu der Überzeugung, dass der Geldbeutel nur von einem ihrer Gäste gestohlen worden sein konnte. Darüber kam es zwischen den Männern im Wohnzimmer schließlich zu einem lauten, verbalen Streit. Mit einem Küchenmesser in der Hand mischte sich schließlich die Frau in den Disput ein. Dieser artete derart aus, dass die junge Frau schließlich auf ihren 16-jährigen Freund los ging und ihm die 30 cm lange Klinge in die Brust stach. Obwohl unverzüglich ein Notarzt herbeigerufen worden war, erlag der junge Mann in einem Münchner Krankenhaus seinen Verletzungen.
Der einjährige Bub schlief während der Auseinandersetzung in einem Zimmer. Er war von dem Geschrei wach geworden und hatte zu weinen begonnen. In Einverständnis mit dem Jugendamt wurde das Kind in die Obhut seines Großvaters gegeben.
Die 27-jährige Täterin wurde in ihrer Wohnung festgenommen. Sie wird heute einem Ermittlungsrichter vorgeführt."
Monday, February 05, 2007
Friday, February 02, 2007
Quando proteger o meio ambiente deveria ser óbvio







Incrível como meus colegas jornalistas estampam nas páginas dos jornais que "A humanidade é responsável pela destruição do meio ambiente".
Não era óbvio?
Meu Deus, não era óbvio que estamos estragando nosso país com o consumo exacerbado, o desperdício, a industrialização...e isso há décadas!
E agora, após a confirmação do que já sabíamos há muito tempo, começa-se a discutir que temos de poupar energia, consumir menos, não desperdiçar a água, reciclar o lixo....
Mas, não era óbvio?
Ouço e procuro fazer isso desde a minha infância, que vivi na década de 70/80!
Então o problema foi ser filha de educadores e ter a irmã mais velha sempre engajada com o Greenpeace/Internacional Anisty e afins que me fez ser mais conscientizada?
Talvez sim. Tanto que no nosso período de Unesp/Bauru, quando dividíamos um apê na Antonio dos Reis, Vera (a irmã) e eu lavávamos as latas e recipientes plásticos (para não juntar bichos, claro) e íamos empilhando o lixo reciclável na nossa pequena área de serviço, aguardando uma boa alma nos levar de carro até a praça ao lado da prefeitura, onde havia um único contêiner na época.
Ou íamos a pé carregando os "sacões", enfrentando os olhares tipo "quem são estes Ets..."
Mas já havia a discussão e comprovação de que uma folha de papel custava x árvores e só isso era motivação suficiente para reciclar aquele lixo que produziamos (com isso viámos também a montanha de lixo que um ser humano consegue produzir em tão pouco tempo!).
As atitudes no dia a dia sempre foram policiadas neste sentido, claro, falhando vez aqui vez ali.
Apagar a luz quando não se está no quarto, fechar a torneira para não desperdiçar água, não jogar o óleo na água por prejudicar o meio ambiente, guardar papéis e lixo no bolso até achar um latão para jogá-lo e, se não achar, trazer para casa!
Aqui vale uma história de um amigo alemão que, no meio da praça onde fica a maravilhosa Igreja em Memória ao Imperador Guilherme, no "ex centro ocidental" de Berlim, jogou um papel no chão.
E olha que aqui na Alemanha tem um lixinho a cada dez passos!
Reclamei na hora: "Pôxa, no Brasil eu entendo que as pessoas não tenham acesso à educação e façam isso. Mas você é um alemão instruído! Custa jogar na lixeira?"
Ele deu de ombros e respondeu: "pago imposto suficiente para ter serviço de limpeza pública".
NÃO É ESSA A QUESTÃO! Se este papel voar para o limpíssimo Spree, PODE MATAR UM PEIXE! Meu Deus, isso não é óbvio?
Desde 2003, descobri o click árvore, site que possibilita plantar uma árvore por dia de graça no Brasil.
Faz parte da minha rotina levantar e clicar (www.clickarvore.com.br).
Não só neste mas no site do câncer de mama (www.cancerdemama.com.br) e no The Rain Forest Site (http://www.therainforestsite.com/clickToGive/home.faces?siteId=4), onde se pode ajudar seis tipos diferentes de entidades apenas com um click.
Demora uns 5 minutos e dá uma paz no espírito saber que está se fazendo algo pela ecologia e pela humanidade, afinal, somos todos da mesma espécie, ou não?
É pouco, claro.
Muito mais pode ser feito por cada um de nós.
Mas parece que é mais cômodo assistir tudo de camarote, pensando que os outros são responsáveis pela desgraça, pelo "fim do mundo" e por isso mesmo você tem de ser um egoísta e pensar em si, consumindo, gastando, não reciclando, afinal, a vida é uma só.
O nível de egoísmo é tanto que o ser humano parece pensar "surgirão novas tecnologias que irão salvar a Terra", "iremos colonizar a Lua e Marte, já vou começar a comprar um terreno pros meus netos", "não vou estar aqui mesmo", "vamos viver o agora e nem pensar no amanhã", "nem quero ver tais notícias para não ficar deprimido"....as desculpas são inúmeras.
Pena, é muito triste.
Eu achava que era óbvio mas meus colegas estampam como manchetes uma verdade que todo mundo já sabia ou deveria saber. No entanto, tem medo de assumir.
Thursday, February 01, 2007
Wednesday, January 24, 2007
Tuesday, January 23, 2007
Saturday, January 13, 2007
A dor e a delícia de visitar o Rio



Observando os cariocas no dia-a-dia, parece que a vida aqui corre seu curso normal.
As pessoas vão às compras, à praia, à casa de amigos, saem para trabalhar e ainda são privilegiadas com a vista.
Assim parecia até o dia em que acompanhei uma amiga que trabalha no Projac, o centro de gravação de programas da TV Globo.
Para retornarmos a Copacabana, tínhamos de passar perto da favela da Rocinha.
O boato de um tiroteio deixou ela e colegas alvoroçados, ligando para jornalistas amigos ou parentes para saber se a notícia que chegava até a reserva florestal onde fica o Projac, tinha fundamento.
A sensação foi horrível.
Não saber se poderíamos voltar para casa seguro, em que nível estava a violência fora daquela “fábrica de sonhos”.
Por sorte, foi apenas um boato.
Dias depois, soube que o problema tinham sido bombas que estouraram em uma sede da Marinha.
Houve sim um crime, mas desta vez, saímos ilesas.
Minha amiga que trocou São Paulo pelo Rio há sete anos explica: tem de acostumar para viver aqui.
Incorporando o viver com medo e violência ao cotidiano. Essa parece, aliás, a receita para morar em qualquer canto do Brasil: aproveitar as belezas e outras vantagens da vida em um país tropical com pessoas alegres.
Afinal, o Corcorvado continua lá, abençoando a cidade maravilhosa. E de cima de um morro.
Wednesday, January 03, 2007
Conferindo Rio “in loco” 2




Um dos objetivos da viagem ao Rio é observar os preparativos para os jogos Pan Americanos.
Já houve autoridade reclamando que a declaração do presidente Lula no dia da posse, de que as ações no Rio eram “terrorismo”, teria piorado a imagem da capital e consequentemente, prejudicado o Pan.
Fato é que o Brasil, de forma geral, tem atraído cada vez mais estrangeiros. Mas eles também divulgam quando algum é assaltado por aqui, ou seja, o aumento da criminalidade. Assaltos a gringos são a pior contra- propaganda que o país pode fazer.
O que aconteceu agora, com a queima de mais um ônibus, foi outra barbaridade das muitas a que estamos nos acostumando no cotidiano. Fico ate mais tranqüila em saber que o Brasil irá sediar o Pan numa das cidades mais violentas.
Até a Força Nacional de Segurança, formada por quase 8 mil soldades de elite, já foi acionada e deve atuar pela quarta vez desde que foi criada. É um excelente exercício para checar a infra-estrutura e os serviços da policia.
Pois, se desta vez não conseguirem resolver o problema da criminalidade, pelo menos garantindo a segurança durante o campeonato, é bom esquecer o sonho de ser sede da Copa de 2014. Para não queimar ainda mais o filme lá fora.
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