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Enquanto o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, se reunia com o secretário Nacional do setor, Luiz Fernando Corrêa, nesta quarta-feira, para discutir os problemas da violência no Estado, eu, aqui em São Paulo, arrumava a mala para ir, de ônibus, conferir “in loco” como está a cidade.
Pela primeira vez tiro do armário a chamada “pochete de segurança”, forma de me sentir um pouco mais segura ou, pelo menos, ficar com uns trocados no caso de um assalto.
Amo o Rio, sou uma paulista com coração carioca, já visitei a cidade pelo menos dez vezes e sempre dizia que, se morasse no Brasil e tivesse de ficar numa capital, provavelmente seria lá.
Por isso me entristece, não apenas o atual noticiário, mas esta fama que o Rio ganhou nas últimas décadas da alta criminalidade. Não que os crimes tenham sido inventados, infelizmente são reais e acontecem também nas outras cidades brasileiras. Mas, com certeza, ganham mais destaque quando acontecem no Rio.
Ontem, no Jornal da Globo, foram exibidos os prejuízos que a cidade está tendo por causa dos crimes: aumento dos seguros, desvalorização dos imóveis, cancelamento de turistas, entre outras conseqüências.
Penso em como será minha estada por lá, se deveria cancelar a viagem, se a imprensa está exagerando, se terei sorte de voltar ilesa, mas me animo ao pensar nas paisagens maravilhosas.
Lembro da última vez, no ano passado, em que visitei o Rio acompanhada de um legítimo alemão e não tivemos qualquer problema. Só bons momentos e boas lembranças. Mas outros gringos que conhecemos não tiveram a mesma sorte. Vários foram assaltados ou enganados. O pior é pensar nas balas perdidas ou assaltos violentos.
Levo, então, na mala a caixinha de minha avó com a imagem do Santo Antonio para ter uma sensação de proteção. E ouço do meu pai, como consolo, enquanto me observa preparar a bagagem: “Pelo menos não está indo para o Iraque”!...
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