Conectando Europa e Brasil

Como jornalista, procuro estar antenada e claro, dividir o que estou vendo com os outros. Morando em Berlim desde outubro de 2000, impossível não reagir à Copa do Mundo. Além disso, sempre escrevi artigos, matérias ou comentários sobre minha experiência em solo germânico. De repente a idéia então de dividir o que leio, vejo e vivencio com quem tiver interesse: sobre os alemães, a Copa ou simplesmente curiosidade em saber como é a vida do outro lado do oceano...

Sunday, July 30, 2006

Robbie Williams em Berlim 2



Enquanto uns vibravam, outros dormiam...


































Entre as milhares de pessoas que prestigiaram os dois concertos do cantor inglês Robbie Williams, estavam brasileiros que aprecisam sucessos como "Feel", "Monsoon", "Come undone" e outras canções que ele interpretou no Estádio Olímpico de Berlim.

Chamava a atenção pela simpatia uma garota de Recife, Wirla Nascimento, de 30 anos, que vendia binóculos próxima a uma barraca de coquetéis, caipirinhas e "mojitos" os mais consumidos. Ela, que arrumou o emprego por meio de um amigo alemão que a conheceu no Brasil, conta que seu ganha-pão no momento é este: viajar a Europa participando de promoções em shows e claro, conferindo o concerto de graça. Foi assim que viu Rolling Stones, Depeche Mode e nesta última sexta-feira, Robbie Williams. Nada mal.

OBS: Uma amiga que mora no Rio me visitou em maio e quando ouviu "Sexed Up", comentou que a música romântica era sucesso no Brasil. Romântica? Com a letra na mão, ela prestou atenção pela primeira vez e percebeu que, sim, com uma melodia romântica, Robbie Williams termina um relacionamento mandando, gentilmente, a parceira „se explodir", avisando que vai sair e achar outra igual, que não apreciava o gosto dela, que não há motivos para continuarem juntos enfim, nada que se deseje ouvir do ser amado! Confira a letra:

"Sexed Up"

Loose lips sunk ships
I'm getting to grips with what you said
No it's not in my head
I can't awaken the dead
Day after day

Why don't we talk about it
Why do you always doubt that there can be a better way
It doesn't make me wanna stay

Why don't we break up
There's nothing left to say
I got my eyes shut
Praying they won't stray
Oh we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away

You say we're fatally flawed
When I'm easily bored
Is that OK?
Write me off your list
Make this the last kiss
I walk away

Why don't we talk about it?
I'm only here don't shout it
Give 'em time, you'll forget
Let's pretend we never met

Why don't we break up?
There's nothing left to say
I got my eyes shut
Praying they won't stray
Oh we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away

Screw you
I didn't like your taste anyway
I chose you
That's all go to waste it
It's Saturday
I'll go out and find another you

Why don't we?
Why don't we break up?
There's nothing left to say
I got my eyes shut
Praying they won't stray
Oh we're not sexed up
That's what makes the difference today
I hope you blow away
I hope you blow away
I hope you blow away





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Robbie Williams em Berlim 1

Banda Basement Jaxx antes do show do Robbie Williams, agitou mas não convenceu!





Banheiro é sempre um problema neste tipo de evento. No meio do campo, fila inevitáveis. Fora, a porta aberta proporcionava visão total do banheiro masculino...




Entrada separada para os deficientes físicos, soube que na Copa, além de uma cota dos ingressos, cegos contaram com transmissão exclusiva dos jogos. A Alemanha dá exemplo de respeito ao ser humano em vários pontos...

















O pessoal aproveitando pra fazer um dinheiro coletando as garrafas de plástico e vidro...nada mal para o meio-ambiente que elas não acabem num lixo comum...estes, aliás, muitas vezes não dão conta e ficam lotados...









Da Copa, o lixo escrito "Toor", a bola de futebol no orelhão, alguns fãs com camisetas...a garota comprava um tíquete pelo preço justo, ao contrário do que ocorreu durante o mundial..












O local onde estava aquela bola gigante durante a Copa, voltou a ser estacionamento e tinha até trailer com toda a família, acampando, literalmente, no local...









Um ou outro ainda estava com camisa de seleção mas foi meio um choque ver a região tão transformada...





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Wednesday, July 26, 2006

Berlim 40° graus

Essa linda garotinha é a Helô, filha da Bianca e do David, da Brazine. Fui falar tchau pra Meire, a mãe da Bi que voltou pro Brasil (deixando muitas saudades!) e claro, pra pegar a Helô um pouquinho no colo...










Os bares de praia ficam lotados com as altas temperaturas. O texto abaixo, escrevi na semana passada para a coluna da Brazine,
está, no entanto, ainda atual afinal, o calor continua "infernal"...


















Meus amigos ingleses que irão casar em setembro estiveram por aqui e foi ótimo encontrá-los no último domingo, pessoas super agradáveis. Tomara que dê certo para ir conferir ao vivo este casório, quero muito estar presente no dia "D", em setembro, na Inglaterra.





Na região central de Berlim, nesta última quinta-feira à tarde, os termômetros marcavam entre 37° e 39°C. Em locais mais afastados, chegava aos 40°, 41° C. Novidade para muitos, que jamais tinham visto a capital alemã com mais de 34°C. A medição oficial declarou ontem um novo recorde: 38,9°C.*

Outra diferença,é a quantidade de dias com sol raiando e temperatura alta. Quem mora aqui sabe que eles costumam ser poucos e que este ano, "São Pedro" tem sido pra lá de generoso. E a previsão é que o bom tempo continua por mais algumas semanas.

O calor tomou conta da Europa e causou até mortes dos que não souberam ter os cuidados necessários como beber muito líquido, evitar o sol mais forte, não entrar na água se estiver embriagado, entre outros. Problemas para alguns agricultores, preocupados com a seca e para os bombeiros, atentos aos incêndios nas florestas, que tem agora muita facilidade para se propagarem.

Tem alemão resmungando que assim também é demais, outros se deleitam por poderem curtir, em casa, temperatura dos trópicos. As opções para vestir um biquíni e aproveitar o sol são muitas: parques, bares de praias artificiais, rios e lagos, fontes e piscinas.

Na semana passada, quando o termômetro ainda estava entre os 30 e 32 graus, a reportagem flagrou um negócio no centro de Berlim fechado com uma placa justificando: "Wegen Hitze geschlossen" (Fechado por causa do calor). Imagina se a moda pega...

*Segundo a mídia alemã, ontem foi o 20 de julho mais quente desde que se começou a medir a temperatura em Berlim. Até então, 11 de julho de 1959, em Tempelhof, a capital tinha chegado ao seu máximo com 38,1°C.

PS: Uma das minhas visitas que esteve aqui durante a Copa, reclamou: "Como é quente esta sua cidade". Soou estranho, ainda mais para moradores de Berlim que estão acostumados com invernos rigorosos e têm obrigatoriamente no armário uma "jaqueta de verão". Peça de vestuário aliás, que não existe no Brasil!

PS: Quem estava na Festa de Abertura em Berlim, em 7 de junho, lembra que o dia estava mais para outono do que primavera. Impossível ir naquela quarta-feira à Fan Meile sem vestir uma jaqueta e pulôver. Estes extremos de temperatura são igualmente novidade para quem vem do país tropical, que conta com uma certa "estabilidade" climática.


obs: Dentro da programação da Copa da Cultura o artista José Rufino aprensenta, a partir desta quarta-feira, seu trabalho com Escultura e Desenho na sala de exposições da Embaixada Brasileira em Berlim. A mostra ficará até 25 de agosto e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10 às 19 horas.
Já as pinturas de Gustavo da Liña estão na Galerie Nering+Stern até 29 de julho. Sob o título Visões além das fronteiras" Brasil em Berlim - pode ser visitada das 13 às 18 horas.

Serviços: Embaixada Brasileira
Wallstraße, 57
10179 Berlin
(30) 72628131
www.brasilianische-botschaft.de

Galerie Nering+Stern
Auguststraße, 83 . 10117 Berlin-Mitte
030 30881977
www.neringundstern.com






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Berlim na ressaca da Copa...

E os italianos ainda comemoram...
























Infelizmente o vandalismo atingiu até as chuteiras gigantes...

as esculturas devem ficar até setembro, quem acompanhou este blog sabe que tem a aspirina gigante, o automóvel, as notas musicais, o símbolo da teoria da relatividade (E=mc²) e os livros...tá tudo ainda no ar, é só ir conferindo no mês de junho, maio...











O cartaz na Hauptbahnhof (estação principal) agradece a Itália pelo espetáculo e parabeniza pela "merecida vitória".










Vocês acham que estou exagerando? Muita coisa aqui parece que vai demorar pra mudar após esta Copa....






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Tuesday, July 25, 2006

Cenas em Berlim

Nova estratégia da BVG, responsável pelo sistema de transporte. O rapaz no vidro avisa para "tirar o dedo" da janela já que todos querem poder enxergar melhor o lado de fora (alguns vidros ficam tão riscados que não se vê a paisagem).
Avisa ainda que os prejuízos com reparos são repassados para os tíquetes e termina dizendo que o vandalismo é extrem uncool (totalmente babaca). O pior que hoje mesmo presenciei, em plena luz do dia, um moleque invadindo os trilhos e pichando um trem do metrô. Liguei na hora pra polícia e avisei mas duvido que tenha adiantado muito.














Enquanto a capital da Alemanha nos surpreende com suas artes, arquitetura, criatividade (como o restaurante que colocou no centro da cidade estas "korbs" de praia, as "cestas" que servem de cadeira para o freguês sentar) e artistas, "arteiros" deram mal exemplo colando o selo de identificação de entrada para o Museu da Comunicação em vários locais próximos ao mesmo.

















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Tuesday, July 18, 2006

Peugeot tem exposição temática com Brasil até setembro



































































































Ao caminhar pela avenida Unter den Linden, onde está o principal cartão-postal da capital alemã, o Portão de Brandenburgo, uma loja chama atenção de longe pela enorme vitrine pintada em verde e amarelo, com palavras em português e uma fila de cadeiras de praia pintadas como „campos de futebol".

Quem pensa ser um novo negócio de brasileiros, engana-se: são franceses investindo no tema país tropical. Mais do que uma loja, a Peugeot Avenue Berlin mistura o conceito de concessionária de automóveis, butique e até um bar! Assim enquanto o público feminino pode conferir a linha verão, os homens podem observar os carros expostos e as crianças, saborearem uma salada de frutas exótica ou uma porção de pão de queijo por 2,00 euros.

No cardápio do „Café de France", caipirinha (4,50) e cerveja Brahma (2,50) lembram o Brasil na seção de bebidas. As quatro opções de comida são tematizadas: mandioca frita com molho carioca e salada verde com palmito completam as escolhas para degustação.

A mostra começou em junho e termina dia quatro de setembro. Cartazes com „Tudo bem?", „Bacana", „Legal", decoração interna e externa além de vários produtos faz com que, por alguns momentos, na principal avenida de Berlim o cliente se sinta como se estivesse no Brasil, até perguntar se alguém fala português e ter de então, se contentar com atendimento em inglês ou alemão.

Serviços:
Peugeot Avenue Berlim
Unter den Linden 62-68
tel (030) 22 6050
www.peugeot-avenue.de






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Cenas de Berlim ainda com ressaca de futebol

Parece que vai demorar para cair a ficha por aqui...o clima de Copa continua!


































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Monday, July 17, 2006

Love Parade 2006 - Cenas de Berlim 2









Esse homem (ao meu lado) era muuuuittoooo grande, tive de fotografar!































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Love Parade 2006 - Cenas de Berlim
















































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Love Parade reúne cerca de um milhão em Berlim













































Após dois anos de pausa, a principal festa movida à música eletrônica (techno), voltou a agitar a capital da Alemanha neste sábado, dia 15 de julho. Sob o slogan „the love is back" (o amor está de volta), o evento reuniu cerca de 40 trios elétricos e centenas de DJs, garantindo agitação das 12 às 23 horas.

Se os organizadores falam em um milhão, a polícia calcula que 500 mil estavam presentes. Ainda em clima de Mundial, muitos foram vestindo camisas de times e levaram as bandeiras de seus países. Fantasias das mais variadas, muitas pessoas em trajes de banho e outras, sem trajes, a Love Parade é considerada um dia no qual „vale tudo", o carnaval de Berlim.

Quem arriscava andar pelo Tiergarten encontrava casais „se amando" ali mesmo, em público. O problema do lixo parece continuar: garrafas de vidro no chão, muitas quebradas, eram uma verdadeira ameaça para quem estava com calçado aberto.

Para os médicos, a festa também significa mais trabalho. No Charité, em Berlim, mais de 200 „foliões" foram atendidos por abuso de álcool ou drogas. Era frequente perceber alguém „apagando" em frente à Coluna da Vitória e sendo socorrido pelas ambulâncias já a posto no local.

Já os ecologistas constumam serem contra grandes eventos na região por causa dos danos que trazem ao maior parque da capital. Se não bastasse o lixo, o Tiergarten vira um grande banheiro público o que, segundo os especialistas, prejudica o solo chegando até a torná-lo improdutivo.
Quem perdeu a chance de conferir, pode se conformar com outra festa tradicional no próximo fim de semana, a „St. Chistopher`s Day".

PS:que em festas assim o pessoal se libere, como também é o carnaval de Salvador, onde estive duas vezes e vi muitos casais exagerando ali, em público, ou várias pessoas consumindo drogas, faz parte até de uma certa cartase coletiva. Só não dá para entender o desrespeito ao meio-ambiente, principalmente em um país de primeiro mundo. E quanto a liberação total, nada contra, desde cada um saiba o limite até o desrespeito com o outro. Só uma pena para as crianças e adolescentes que também estavam no local e são obrigadas a verem tudo isso sem entenderem realmente o que está acontecendo.







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Saturday, July 15, 2006

Primeira semana após a Copa em Berlim







































A cidade está cheia de turistas e muitas vezes, nem parece que a Copa acabou. Mas ao constatar os "resquícios" do Fussball Globus e a Avenida 17 de Junho, onde foi a Fan Meile, praticamente vazia, bateu uma tristezinha...ainda bem que Berlim é uma super metrópole, sempre com mil acontecimentos. Que venha a Love Parade amanhã, lotar esta avenida que já tem tanta história...






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Thursday, July 13, 2006

Artista brasileiro inaugura mostra e galeria em Berlim





































Compositor, violonista, cantor, baterista, baxista, pianista e artista plástico. Aos 37 anos, o carioca Hélio Boechat Seródio não cansa de inovar, investir em novas facetas e projetos. Em sua carreira musical, a novidade é o piano, instrumento pelo qual pegou mais gosto recentemente e, este ano, arriscou até apresentar-se em público nos Estados Unidos. „No começo deu uma certa tremedeira mas depois, deslanchou". O violão também está entre seus trabalhos favoritos. Tocando, Hélio se torna conhecido pelo mundo, especialmente para Nova York, onde conta ter morado cinco anos e se apresentar frequentemente. Foi lá, aliás, que foi gravado o Demo do seu último CD, Balacobaco, o qual também apresentava nesta quarta-feira à noite em Berlim.

A capital alemã virou residência do artista, da esposa (há 15 anos) Ulli Ulrike e da pequena Iara, que está prestes a completar três anos, desde 2005. Agora, Hélio resolveu investir, alugou um apartamento de cerca de 80 metros quadrados no segundo andar do prédio onde fica o bar brasileiro BR 101 (Torstrasse, 69, Berlim Mitte), reformou a casa transformando cozinha e banheiro em espaço para arte. A inauguração da mais nova galeria em Berlim, a Viramundo (Centro das Artes Independentes, o C.A.I), foi nesta quarta-feira, com uma mostra do próprio Hélio, que deve permancer um mês. O próximo provavelmente será o artista português Pedro Böse, que esteve prestigiando a abertura do local. Depois, a idéia é oferecer oportunidade para demais colegas. „Procuro principalmente os artistas contemporâneos e trabalhos em vídeo". Se quem está no Brasil quiser participar, basta enviar o material para a avaliação e seleção de Hélio e equipe.

Ele foi auto-didata com a pintura, mescla materiais como argila, gesso, alumínio, óleo sobre tela para suas obras e impressona com o discurso político e tonalidades que expressa nas mesmas. Já a paixão pela música começou ao ganhar o primeiro violão, com sete anos. „Minhas influências são várias como Villa Lobos, Tom Jobim, Torquato Mariano e Zeca Camargo, Hermeto Paschoal e os mais populares como Gil, Caetano", comenta, observando ser uma mistura dos ritmos samba, bossa nova, jazz que ajudam na sua inspiração pessoal. Fez universidades no Brasil e nos Estados Unidos e já conta com três CDs solos e dois trabalhos em conjunto com outros músicos. Sua primeira turnê no Brasil ocorreu em São Paulo, em 2004. „Financeiramente não compensa mas vale a pena para tocar com amigos e mostrar o trabalho". Ele tem uma banda lá e outra em Nova York, além de claro, a de Berlim.

A galeria deve interagir como o bar, já que se encontra no segundo andar do mesmo, possibilitando projeções de jogos de futebol, músicas, filmes e curtas, além do pequeno espaço onde se pode conferir shows ao vivo.

Mais informações sobre o artista ou endereço para enviar material/portifólio

Hélio Boechat Seródio
Diretor Artístico e cultural
Tel: 0170 / 234 3474
Dunckerstrasse, 7
10437 Berlin Deutschland - Germany

www.jazzdobrasil.com
www.cai-brasil.de







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O vírus do futebol ficou e o calor também...

Tudo bem que eu mesma estava desacostumada com tanto calor e não acho agradável andar suando por aí, que dá dó dos alemães, especialmente os mais idosos, ao enfrentarem temperaturas acima dos 28°C graus e chega a ser engraçado vê-los pelas ruas com estes mini-ventiladores para se refrescarem (bom lembrar que aqui são raríssimos locais com ar-condicionado).

Mas tive de fotografar este bar que justificou na plaquinha: "fechamos por causa do calor". Isso porque hoje estava 33°C. Imagina se a moda pega no Rio, por exemplo!

(já tinha visto, várias vezes, trabalhos serem cancelados por causa do frio e eles ganharem um dia que chamam algo como "folga forçada de inverno". Mas esta hoje foi mesmo novidade!)

















Tem cartaz fazendo propaganda do Brasil e seus produtos pra todo lado....















As bandeiras nos carros, nas estações e nas casas, pessoas jogando futebol em vários lugares e carregando bolas para cima e pra baixo, as crianças gritando "Deutschland Weltmeister", os colantes nos meios de transportes, as notícias no jornal ainda repercutindo, até a Torre da Alexanderplatz deverá ficar como uma bola de futebol até o fim do verão....o Mundial acabou mas o vírus parece ter sido mais forte e ainda não ter curado a "febre de futebol". Será, aliás, que tem cura?

o colante no metrô é para protestar contra a violência no futebol....






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Tuesday, July 11, 2006

Seleção fez feio, brasileiros não -Final em Berlim

Ufa, ainda bem que o escocês parou por ai... :)






























O18° Torneio Mundial de Futebol foi um verdadeiro presente para a Alemanha. O país mostrou ao mundo que é organizado, eficiente e hospitaleiro. Durante o mês em que a bola rolou no campo em 64 partidas, nas ruas, os turistas descobriam uma terra com pessoas simpáticas e amistosas, ao contrário do esteriótipo tão fixado durante os últimos anos.
O povo tedesco pôde viver seu primeiro mundial mostrando estar realmente unificado e, sem medo ou vergonha como sempre tiveram pelo receio de serem acusados de nazistas, os fãs da seleção anfitriã exibiram suas camisetas e bandeiras nas cores preta, amarelo-ouro e vermelho, redescobrindo a própria pátria.
Apesar de pequenas ocorrências, como um carro que invadiu a festa na avenida 17 de Junho em Berlim, o Mundial foi realizado sem grandes problemas, a segurança foi quase perfeita, o sistema de transporte também. Considerada a melhor Copa do Mundo, até pelo presidente da Fifa Joseph Blatter, só quem vivenciou „in loco" sabe o quão bem fez o evento para a economia, o turismo e a auto-estima da população.
Quem levou a taça foi a Itália, os brasileiros, no entanto, deram um show à parte. Espalhados pelo solo germânico, distribuíram alegria, simpatia e muito samba. Se a seleção canarinho não mostrou em campo o que o Brasil é capaz, a torcida garantiu a admiração de vários estrangeiros. A Copa da Cultura fez ainda mais, divulgou um pouco da nossa produção artística para o mundo com concertos musicais, exposições, literatura e cinema. E ainda, os investimentos na „marca Brasil", com cartazes fazendo propaganda da caipirinha, café, frutas, destinos turísticos e outros produtos, espalhados por toda a cidade, asseguraram o slogan „O Brasil é muito mais do que futebol". Mesmo sem o hexacampeonato, ninguém pode dizer que o país tropical saiu perdedor desta Copa da Alemanha. Ao contrário.






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Monday, July 10, 2006

Cenas da Final - Itália x França na Fan Fest





















































Algumas cenas dos coleguinhas da imprensa, dos pênaltis e das primeiras reações das torcidas.....


























































Esta mulher estava toda feliz até o momento da expulsão de Zidane. Daí ela chorou como criança por, pelo menos, cinco minutos. Deu pena mas ninguém mandou o francês perder a cabeça...






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Itália x França Final na Fan Fest

E os alemães continuaram mostrando que tem humor...

Policial acompanha jogo







Virou mania o pessoal sair nas ruas catando latas de alumínio, garrafas de vidro e plástico! São, na maioria, alemães que querem reforçar o orçamento, afinal, cada uma de plástico, por exemplo, vale 0,25 centavos.
Só não achei legal ver, neste domingo, crianças praticamente "trabalhando" para colecionar as mesmas. Parece um pouco o Brasil e me deu uma tristeza ver um menininho suando, correndo todo desajeitado para equilibrar as várias garrafas que carregava...
















O helicóptero ajudou a controlar a segurança em Berlim








































Esse aí bebeu demais e foi acordado pelos seguranças...

Quem viaja bem na hora da final da Copa do Mundo?


Ainda bem que a polícia quase não teve o que fazer e conseguiu até acompanhar a partida...






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Sunday, July 09, 2006

Elba Ramalho encerra concertos da Copa da Cultura






























































A distribuição de caipirinhas fez bem para o bolso de muitos mas o rapaz que bebeu demais virou um problema e teve de ser retirado da platéia.













Após a partida Alemanha e Portugal, no sábado, a cantora brasileira Elba Ramalho mostrou sua boa forma na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt). Ela abriu o concerto com „Sandália de Prata" e deu um dos espetáculos mais agitados desta Copa da Cultura. "Parabéns aos alemães pela vitória", lembrou a artista. "Chão de Giz", "Xote das Meninas", "Bate Coração", "Banho de Cheiro", "Ai, que saudade d’ocê" foram algumas das várias músicas do show.
Antes de interpretar "De volta pro meu aconchego", Elba perguntou quem estava com saudades do Brasil e emocionou a platéia, que cantou junto. Com mais de 50 anos, Elba demonstrou muita energia e fôlego, se movimentando praticamente o tempo todo das quase duas horas de show, contando ainda com um casal de dançarinos que participaram em vários momentos. Seu repertório trouxe um pouco da produção nordestina como baião, maracatu, xote, frevo, pastoril, caboclinhos e forrós.
Interagindo o tempo todo com a platéia, se deixou fotografar com várias pessoas enquanto cantava, permitiu que alguns casais do público dançassem no palco e até quando uma garota começou a jogar capoeira com Elba, ela demostrou conhecimento no assunto e arriscou um pouco do movimento mas depois, comentou: "Quando capoeirista se encontra, já quer dar ‘pernada’. Mas com este meu salto e minha saia, ia ser um desastre".
Foi possível conferir ainda seu talento no violão e na percussão, tocando triângulo e atabaque. Para quem não sabe, ela começou a carreira tocando bateria no conjunto "As Brasas", formado somente por mulheres em 1968, de acordo com seu website oficial.






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Berlim na final da Copa de 2006






















Parece que todo mundo aproveitou a oportunidade para vestir a camisa da sua seleção, a Fan Fest estava uma verdadeira mistura de torcedores.












Esse movimento com a mão é para sair o gol...

















Tentei checar a exposição do rei Pelé mas os organizadores encerraram duas horas antes! Como consolo, recebi o material preparado pela assessoria de imprensa. Pena mesmo.


Até para a Bíblia o futebol acabou sendo usado como chamariz. Este panfleto estava no caminho para a Fan Fest, no chão.







O Brasil investiu alguns milhões para divulgar a "Marca Brasil". Desde a ITB, a maior feira internacional de turismo que ocorreu em março, a Embratur divulga o novo logo.


Alguém colou, neste lixo na avenida Unter den Linden, o colante avisando que precisava de tiquetes para a semi-final.
By the way, no momento em que fazia estas fotos, a polícia bloqueou a rua para passar um ônibus de alguém Vip. Após muito papo com uma policial, descobri quem era: Bill Clinton a caminho do estádio. Bem que vi a foto dele hoje no jornal próximo ao presidente francês Jacques Chirac.






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Portugal x Alemanha semi final

A Alemanha garantiu a terceira colocação ao vencer Portugal por 3 a 1. A torcida comemorou até altas horas da madrugada e os jogadores estiveram domingo, na Fan Fest para agradecer o apoio. Tanto o saguão da Casa das Culturas do Mundo, a Fan Fest e a mini arena Adidas estavam lotados, com a maioria visivelmente torcendo para a Alemanha. Na mini arena, a sensação era quase de se estar realmente no estádio pela quantidade de bandeiras e gritos de guerra da torcida. Mais uma bela festa deste campeonato.

*As fotos abaixo são da torcida na Mini Arena e na Casa das Culturas do Mundo.

O senhor que cuidava do toalete deixava seu posto e corria para a arena a cada vez que a torcida gritava e o rapaz triste, abaixo, destoava da festa






























Colombiano Juanes agita mini-arena Adidas







O colombiano Juanes, famoso pela canção „La camisa negra", garantiu o bom astral antes da partida da Alemanha contra Portugal, se apresentando por volta das 18 horas na Mini Arena Adidas, em frente ao Reichstag. O show integra sua turnê internacional na qual está interpretando músicas do último CD „Mi Sangre". Na platéia, as variadas bandeiras mostravam a diversidade de nacionalidades. O cantor, que demonstra nas letras sua preocupação com a paz e confraternização, insistiu várias vezes para o público se sentir „como um único país já que falamos diferentes línguas mas somos todos iguais". Num estilo mesclando rock, reggae, música popular e latina, tocou por cerca de uma hora e meia para uma platéia que dançou, cantou, aplaudiu e interagiu. „É um prazer gigante estar aqui em Berlim está noite", admitiu Juanes. Nem a chuva, que começou na segunda canção do „bis", atrapalhou. Se alguns „fugiram" da parte aberta do mini estádio, a maioria ficou para ver o espetáculo até o fim, se protegendo da água como podia, com guarda-chuvas, bandeiras e blusas.














Saturday, July 08, 2006

Tempestade cancela festa, mas não estraga clima da Copa

No fim da noite, uma lua tão vermelha como nunca vi antes, muito linda...

























































"Football for a better World. From Germany to South Africa" (Futebol por um mundo melhor. Da Alemanha para a África do Sul). Este era o slogan do evento que seria realizado nesta sexta-feira, dois dias antes da final em Berlim, em frente ao Portão de Brandenburgo, encerrando este 18° Torneio Mundial de Futebol e já de olho no 19° Campeonato, em 2010, na África do Sul.
Ivete Sangalo era uma das atrações esperadas na Fan Meile de Berlim, ao lado de Xavier Naidoo und Wir sind Helden, Die Fantastischen Vier, Youssou N'Dour (Senegal), Freshly Ground (África do Sul) e Sean Paul (Jamaica) numa festa de confraternização entre Alemanha, África e o mundo. A tempestade que começou por volta das 17 horas, acabou com a festa, programada para às 18. Durante quase duas horas, choveu forte com direito a muitos relâmpagos e trovoadas.
Estava então registrando a exposição "Tropicália" na Casa das Culturas do Mundo (Haus der Kulturen der Welt), onde mais tarde Naná Vasconcelos, nascido em Recife, mostrou seu trabalho com percussão e jazz. Tinha me credenciado para o show do inglês James Blunt, que deveria começar às 18:15, na Mini-arena Adidas. Ao andar o trecho de alguns metros, não apenas fiquei ensopada como tive até medo já que lembrava de uma tempestade em 2001 em Berlim, que deixou muitos estragos e até mortos.
Vivi um dos momentos mais angustiantes ao caminhar com dificuldade sob a enxurrada, com o vento virando e quebrando meu guarda-chuva, tentando proteger meu equipamento e rezando para o vendaval não piorar. Quando finalmente cheguei à porta da mini-arena, o rapaz me avisou que a entrada está suspensa e só "São Pedro" sabia se haveria ou não o concerto. Sugeriu então que eu caminhasse até a entrada do Parlamento (Reichstag), onde avistava uma multidão aglomerada para se abrigar contra a água.
Sem escolhas, andei mais alguns metros para me juntar ao povo e, ao subir a escadaria de um dos prédios mais importantes do governo alemão, mais uma cena surreal para minha coleção: um sanfoneiro com chapéu da seleção alemã animava os „refugiados da chuva" com canções populares como "Que será, será, whatever will be", "La cucaracha", "My Bonnie is over the ocean", além de várias músicas alemãs bem estilo "Oktoberfest". Uma verdadeira festa ali, embaixo da tempestade, arrancando aplausos e risos de pessoas das mais variadas nacionalidades "vítimas" do tempo naquele momento, mostrando mais uma vez como a vida é mais fácil quando se encara com humor. Os mais animados cantaram e dançaram, outros fotografaram, fato é que, quando a chuva diminuiu, todo mundo pode voltar a rotina com a alma lavada.
O show de Blunt foi realizado com atraso, quase 21:30, mas valeu a pena. Não conhecia muito bem o trabalho deste inglês que começou a cômpor quando entrou para o exército e presenciou a guerra no Kosovo. O evento oficial para mostrar a fraternidade entre os povos não aconteceu. Mas ficou ali, na festa improvisada em frente do Reichstag, uma prova de que esta confraternização existe sim, só depende de cada um.






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Friday, July 07, 2006

Quatro dias para a Final - dia livre de jogo


Estas fotos foi a Juliana quem fez, dentro da Torre de TV na Alexanderplatz. Fußball ist überall!




















Brasileiro tá mesmo em toda parte, o garoto com a camisa do Ronaldinho estava com mais algumas garotas em um barzinho no Hackescher Market. Como sei que eles são brasileiros? Na hora que rolou uma música de lambada, eles acompanharam a cantora em alto tom...















E eu e a Juliana sem querer acabamos saindo também de azul....hum, meio francês né, nem lembrei, foi mal...















O mais engraçado foi ver este grupo de alemães uniformizado se refrescando com o ventiladorzinho...















Os vendedores de rosas também aproveitaram a deixa e este senhor ao lado vendia apitos de
vários times, por 2,50 euros cada!





















Faltando poucos dias para a final, a capital alemã continua respirando futebol mesmo sem a seleção da casa estar concorrendo ao título.

Mudança nesta quinta-feira, o dia mais quente do ano até agora com 36 graus, foi a tempestade que caiu no final da tarde com raios e trovões que mais pareciam bombas!

Thursday, July 06, 2006

França e Portugal - semi final 2

E eu nem sabia que francês também dançava, mas quem caiu no samba em Berlim nesta quarta-feira foram eles!





















França e Portugal - semi final

Com toda a torcida para Portugal, não adiantou, o gol de pênalti de Zidane levou a França à Final e o time de Felipão, que tanto lutou, disputará o terceiro lugar contra a anfitriã...
Quem acompanhou a cobertura comigo e acabou de chegar para ficar uns dias em Berlim foi a Juliana, santista, que irá conferir a final aqui, na capital da Alemanha.

























Wednesday, July 05, 2006

Alemanha x Italia - orgulho do povo tedesco!

















































Pela primeira vez na Copa, tive de trabalhar durante um jogo como repórter e ajudar uma amiga ao mesmo tempo. A Alda, proprietária do Café do Brasil, pediu se não podia quebrar um galho e, com achava interessante a idéia de acompanhar a partida em um local neutro, aceitei.
Fato é que, no fim, acompanhei os gritos e reação da torcida mas o jogo em si, não.
Foi muito impressionante, no entanto, perceber que a torcida alemã, grande maioria no local, composta também por diversos estrangeiros, estava vibrando do começo ao fim e, ao perder, sabia ainda dar risada dos italianos já que no fim, se tem alguém campeão desta Copa, é a própria Alemanha. Promoveram uma festa maravilhosa, provaram para o mundo que não são o povo esteriotipado, como sempre foram vistos e ainda, que sabem perder e reconhecer o talento do time que, mesmo sem estrelas como o Brasil, conseguiu brilhar neste Mundial. E como. Que conquiste agora pelo menos o terceiro lugar!

Tuesday, July 04, 2006

Cenas de Berlim - última semana de Copa











Parece que São Pedro também gosta de futebol: a maioria dos dias este mês foram quentes, com muito sol e o céu assim, azul, azul...
O urso, símbolo de Berlim, não podia deixar de saudar os turistas no Mundial.

Monday, July 03, 2006

Seleção perde para França e volta para casa


Tudo bem que Berlim é uma metrópole super liberal e alternativa mas precisava ter visto, logo após o jogo, este monte de homem, entre eles, Ronaldo, "coçando o saco" bem no dia da nossa derrota? :)






























O restaurante esvaziou rapidinho, ninguém tinha mais motivo para comemorar...


















Difícil achar o motivo que levou a seleção perder de um a zero para a França e ter de empacotar as malas em uma quarta-de-final. Se faltou o espírito de equipe, se o adversário estava muito defensivo e o Brasil, com falhas na defesa, se o técnico Carlos Alberto Parreira não soube aproveitar os craques da reserva (muitos questionaram por que não colocar o time que fez tão bem contra o Japão) ou se o problema é a França de Zidane, que também nos mandou para casa em 98, última derrota dos canarinhos em mundiais até ontem.

Fato é que o sonho do Hexacampeonato neste 18° Torneio Mundial de Futebol, encerrou neste sábado. "Desde o começo não estava com tanta fé na seleção, o time reserva estava com outro ritmo, mais rápido. Não deu para entender por que Parreira não colocou vários craques para atuar. É uma pena que nossa festa acabou", comentou o proprietário do restaurante Copacabana em Charlottenburg, Tadeu Vieira.

Nascido em Porto Seguro, na Bahia, e há nove anos na Alemanha, agora ele está torcendo para Portugal ou a seleção anfitriã ficarem com o troféu. E avisa que a transmissão dos jogos no seu local continua mesmo com o Brasil fora da parada. "Estamos com música ao vivo todos os dias, dois telões e uma tevê." *

Ficaram quatro times europeus disputando o título: Alemanha e Itália se enfrentam na terça-feira. Portugal e França, na quarta.

*Ideal é reservar a mesa com antecedência pelo telefone 030 / 8870 1818. O Copacabana fica na Pfalzburgerstrasse, 11.

PS: No momento em que a torcida percebeu a derrota, muita gente correu para o banheiro a fim de "lavar a cara" e tirar a maquiagem, evitando também os comentários nas ruas.

PS1: "premonições" entre mulheres: uma teve problema para colar os adesivos da bandeira brasileira, o que toda vez funcionou, mas antes desta partida contra a França teimavam em borrar ou ficavam com falhas brancas; outra contou ter desistido de pintar as unhas em verde e amarelo por ter receio de querer "esconder as mãos" ao retornar para casa.

PS2: Palavras de consolo de vários alemães, turcos e outros simpatizantes que também queriam uma final entre Alemanha e Brasil. Teve um alemão que comentou: "perdemos nossa oportunidade de revanche". Outra me mandou uma mensagem por telefone: "Sandra, vocês estão fora! Sinto muito por você mas com isso nós temos uma real chance de nos tornarmos campeões! Beijos", um amigo inglês escreveu logo após a derrota contra Portugal:"Boa sorte para Brasil esta noite". Respondi que lamentava a saída da Inglaterra, a qual deu um verdadeiro espetáculo ao lado de Portugal num jogo sensacional e esperava que o Brasil fizesse o mesmo. Infelizmente, não fez.

A senhora alemã e o abraço - Diga não ao racismo

A Fifa realizou várias atividades para combater o racismo em campo. Nos últimos jogos, os capitães dos times leram um manifesto contra o preconceito e as equipes foram fotografadas com o cartaz "Say no to racism". Se antes da Copa começar houve uma grande discussão sobre "No go areas" e possíveis ataques de Neonazistas, tudo correu praticamente tranquilo até o momento. Mais do que mostrar para o mundo que a Alemanha é um país aberto , simpático e receptivo, a população local também está vivendo uma oportunidade única: a de finalmente poder vestir a camisa da sua pátria e carregar sua bandeira sem ser acusado de ser nacionalista (o que não deixa de ser uma forma de racismo dos outros povos com os alemães).

Em diversas conversas, eles comentam que, até alguns anos, tinham receio ou vergonha de usar as cores nacionais. O sentimento de culpa pelo que Adolf Hitler fez no passado, persegue até os dias de hoje como um fantasma. É fantástico conferir como o 18° Torneio Mundial de Futebol está sendo positivo para a auto-estima do povo tedesco. E mais, como os esteriótipos podem ser derrubados por terra: normalmente acusado de "frio" e "distante", os alemães tem surpreendido os turistas por sua espontaneidade.

Eu mesma no estádio, na partida da Argentina contra a Alemanha, assim que a seleção anfitriã marcou o último gol, fui abraçada por uma senhora que estava na minha frente (que aliás, torceu tanto a ponto de recear que ela tivesse um infarte!) e vi outros desconhecidos se cumprimentando e se abraçando pela vitória. É incrível o que um evento esportivo deste porte pode fazer.








Alemanha e Argentina - a festa na "Paulista" berlinense

Desta vez, fui conferir na Küdamm, como os berlinenses chamam carinhosamente a "Avenida Paulista" deles. O buzinaço foi tanto que parecia já ser a final. Imagina se eles ganharem mesmo como será a festa!





























Ainda bem que a polícia está mais assistindo do que tendo de agir neste campeonato...

Sunday, July 02, 2006

Alemanha e Argentina ao vivo 3































Saturday, July 01, 2006

Alemanha e Argentina ao vivo 2





































Alemanha e Argentina ao vivo 1

O jogo começando e olha a "Ola"..













Claro, o hino dos dois países. Argentina deveria ter cantado "Don`t cry for me Argentina" :)

Entrada dos jogadores...










Ufa, não estava sozinha...

















Os rapazes acima garantiram o estômago cheio antes do jogo... eu, com camisa da Alemanha e a plaquinha...


Aqui era para assinar o nome, assinei, vai saber onde a bola vai parar...





Uma partida de pebolim (ou to-tó) antes do jogo...






Esqueceu a bandeira? Kein Problem! (Sem problema)
Tem sempre a loja com os produtos oficiais da Fifa e muitos artigos para quem gosta de futebol...




A segurança estava checando tudo, até embaixo do chapéu!

Alemanha e Argentina ao vivo

A "tia" alemã me sacaneou fazendo chifrinho e eu nem percebi.... :)













































Já no caminho encontrei Los Hermanos, quando peguei o metrô na Büllowstraße. Como prometido, tinha minha plaquinha com "Hasta la vista, Hermanos. Liebe Grüße, São Paulo". Pra quê! Cantaram o tempo inteiro, até a Estação do Estádio Olímpico, uma música em espanhol que diz que o Maradona "es mas grande que Pelé"!....foi só risada, também dos outros passageiros que observavam tudo super curiosos.
Bom, após o erro de querer comer algo mais barato, que não consegui degustar (uma Bockwurst por 2 euros assim que desci na estação e acabei dando para um senhor ao meu lado), caminhei para a arena observando e registrando a movimentação, os cambistas, a torcida.
Sucesso fez um mexicano que foi fotografado por muitos turistas. Acho que agora as imagens "falam" mais do que palavras...







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